Charlie: (seunome), larga as coisas lá no quarto comigo? – Charlie disse
fazendo cara de cachorrinho que caiu da mudança e eu não consegui negar.
Eu: Ta bom Charlie – Falei soltando um suspiro e indo junto com ela até o quarto.
Nós não falamos uma se quer palavra até o quarto, então eu decidi quebrar o
silencio.
Eu: Será que tem sorvete? – Falei olhando para Charlie
Charlie: Pelo tempo que eu te conheço, eu já consegui perceber que você gosta
bastante de sorvete né? – Charlie falou e eu ri
Eu: Gosto sim, na verdade... Eu amo sorvete – Falei desviando o olhar.
Charlie: OOOOO ASA!!! TEM SORVETE? – Charlie gritou me fazendo tomar um susto
Eu: Meudeusdocéu! Você quer me matar? Esse é o plano? – Falei levando a mão ao
coração e respirando fundo
Asa: TEEEM! – Asa gritou de volta para Charlie que a fez rir
Charlie: Que te matar o que menina, viu, ele disse que tem – Charlie falou
ainda rindo e me fazendo rir junto.
Eu: Ta, vamos descer lá então pra pegar o sorvete – Falei e Charlie assentiu.
Estávamos saindo do quarto quando ouvimos a campainha tocar.
Charlie: Quem deve ser essa hora? – Charlie falou olhando para o relógio
Eu: Não sei, vamos ver né seu bode – Falei descendo as escadas mas Charlie saiu
correndo e chegou no chão primeiro que eu.
Eu ainda estava descendo a escada quando Asa abriu a porta e eu vi um menino
que estava usando uma calça larga, uma blusa de manga curta e estava só de
meias.
Aviso rapido: tentem acompanhar a letra com a musica.
[ PLAY NOW ]
“ Aquilo é um pijama “ – Pensei, e fui descendo a escada até chegar no chão, foi
então que reconheci quem era.
Grey: Coelhinha! – Greyson gritou passando reto
por Asa e vindo em minha direção.
Dei um passo pra trás que fez Greyson parar onde ele estava.
“ Não pode ser, ele ta aqui? De pijama...” – Pensei e por um momento me faltou
ar.
Eu: O que? – Respondi sem reação.
Grey: Eu te amo – Greyson falou e pude ver
lagrimas escorrendo de seus olhos.
Eu não sabia o que pensar, muito menos o que fazer. Ele realmente tinha me
magoado e der repente turbilhão de pensamentos invadiam minha cabeça.
Come
up to meet you, tell you I'm sorry
(Vim te encontrar, te dizer que eu
sinto muito)
You don't know how lovely you are
(você não sabe quão adorável você é)
I
had to find you, tell you I need you
(Eu tive que encontrar você, te
dizer que eu preciso de você)
Grey: Eu te amo, ouviu? EU TE AMO
– Greyson falou diminuindo o tom de voz, mas assim como suas lagrimas a voz foi
aumentando novamente
Eu: Eu também te amo – Falei o abraçando e sentindo lagrimas escorrerem pelo
meu rosto, de novo.
- Mas acho que eu não posso fazer isso – Terminei a
frase, olhei pro chão e entreguei a pulseira para Greyson. Eu não podia olhar
para ele, não naquele momento, não com aquela decisão.
Sem mais dei as coisas e comecei a subir a escada, mas senti uma mão segurando
de leve o meu pulso.
Grey: Por favor, só me escuta – Greyson falou limpando uma lagrima que escorria
pelo seu rosto.
Eu: Eu já escutei uma vez, lembra? – Falei sentindo as lagrimas descerem com
mais intensidade.
Nobody
said it was easy
(Ninguém disse que era fácil)
It's
such a shame for us to part
(Oh é mesmo uma pena nós nos
separarmos)
Nobody
said it was easy
(Ninguém disse que era fácil)
No
one ever said it would be this hard
(Ninguém nunca disse que seria tão
difícil)
Oh
take me back to the start
(Oh leve-me de volta ao começo)
Grey:
Olha, não importa quanto tempo isso vá durar, ou se não vai mais.
Eu entendo que você queira botar um final nisso agora, como eu também entendo
se você nunca mais quiser me ver. Mas tudo que aconteceu independente se foi
bom ou ruim, vai estar em uma metade do meu coração.
Só em uma metade porque simplesmente a outra metade, sempre vai estar com você.
Talvez tudo que devêssemos é voltar para o começo.
Eu: Ou talvez isso seja um adeus... - Desviei o olhar de Greyson e continuei subindo
a escada até o terceiro andar.
“Talvez tudo que devêssemos é voltar para o começo. “ –repeti as palavras de
Greyson enquanto pulava de dentro de um quarto para o telhado e sem falar nada
fiquei sentada lá. Apenas com os meus pensamentos.
Grey: Isso não pode ser um Adeus – Ouvi Greyson falar atrás de mim ao meio de
soluços.
Olhei para ele com meus olhos inchados e soltei um suspiro.
Eu: Então vamos voltar para o começo – Falei e vi Greyson caminha em minha
direção.
Ele sentou ao meu lado e olhou fixamente nos meus olhos.
Grey: Foi assim que tudo começou – Greyson disse botando a mecha de cabelo que
cobria parte dos meus olhos atrás da minha orelha e secando uma lagrima que
estava escorrendo.
Eu: Foi... - Assim que falei isso Greyson se inclinou pra frente e eu senti
nossa respiração se misturar.
Grey: Eu sempre vou te amar – Greyson falou olhando nos meus olhos e encostando
nossos lábios.
And
tell me you love me, Come back and haunt me
(Diga-me que me ama, volte e me
assombre)
Oh
when I rush to the start
(Oh e eu corro para o começo)
Parecia que todos os problemas haviam desaparecido
e só sobrado nós dois ali diante de um céu estrelado enquanto a lua presenciava
um dos mais belos e verdadeiros sentimentos que ambos sentíamos.
Desgrudamos nossos lábios mas permanecemos com as testas coladas e com as mãos
atadas. Os olhos de Greyson brilhavam assim como as estrelas e foi então que eu
percebi que Marie não podia estragar isso, e que não iria acabar ali, porque um
sentimento verdadeiro não se esgota tão fácil e não se perde no vento, as
marcas sempre permanecem.
Greyson puxou de seu bolso a pulseira que eu havia devolvido e colocou em meu
pulso de novo.
Fiquei olhando a pulseira e passei o dedo na palavra “4ever” fazendo Greyson
abrir um pequeno sorriso.
Eu: Obrigada – Falei direcionando meu olhar da pulseira ao céu.
Grey: Você vai mesmo me deixar? – Greyson falou segurando meu queixo e fazendo
nossos olhos se encontrarem novamente.
Eu: Não se desiste de uma pessoa que te faz sorrir com um simples “ oi “ e que te
faz amar ainda mais depois de cada “ Eu te amo “ – Falei abrindo um sorriso.
Grey: Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te
amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te amo, Eu te a... – Interrompi
Greyson com um simples beijo que foi prolongado e ali ficamos sentados até que
a realidade nos acordasse novamente.